Em uma tarde parada das minhas recentes férias, resolvi fuxicar os meus dizeres antigos ditos nas redes sociais. O barato do Facebook ou do Twitter é você conseguir achar exatamente algum momento da sua vida que foi espontaneamente registrado na internet. Ou nem tão espontâneo assim...
Bom, curiosamente a este fato, descobri que todo ano novo eu era chegada a comentar alguma crítica em relação aos desejos pessoais dos internautas. Sabem como é, é só chegar dia trinta e um de dezembro e as pessoas passam a desejar amor, fé e caridade para toda e qualquer criatura do mundo, mas ao entrar janeiro, continuam vacilantes em seus próprios vícios. Percebi que critiquei isso dois ano-novos consecutivos, e se eu não soubesse que os últimos anos foram um pouco difíceis para mim, arriscaria dizer que talvez eu estivesse sendo dura demais.
É como banalizar o eu te amo já banalizado. Todo mundo sabe que ninguém ama ninguém com uma semana de convivência, mas se a pessoa sente-se bem em afirmar que ama, o que importa? Assim é com o ano que está por vir. Votos sinceros e positivos em vésperas de ano-novo são muito bem-vindos se comparados com as lutas que somos obrigados a enfrentar na nossa vida todos os dias.
Finalmente compreendi que o desejo dos indivíduos que esperam que o próximo ano melhore magicamente pode ser um estímulo a uma reforma íntima. Talvez seja a única oportunidade do ser em desejar para si mesmo uma nova perspectiva de vida, mesmo sabendo que o que o espera são as próprias escolhas. No dia trinta e um, para algumas pessoas é mais importante desejar boas esperanças do que efetivamente buscá-las no novo ano. E cada um vive essa nova rodada de 365 dias da sua maneira.
E dessa vez eu direi apenas que desejo um feliz ano novo para todos!
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